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Tuesday, 9 June 2026

Um ano e meio com um nenê

A primeira conclusão que eu preciso apresentar é que agora eu tenho MUITO menos tempo pra sentar, ler em paz, comentar nos blogs dos amigos e organizar minhas ideias de forma coerente o bastante pra escrever um post (o que não quer dizer que eu não tenha sentido falta disso. Na verdade, senti MUITA falta).

Depois dos primeiros três meses, em que passei 80% do tempo sentada com um bebê mamando ou adormecido em um dos braços e olhando pra alguma tela enquanto podia (juro, vi filmes, li Uma Vida Pequena e mais algumas coisas), o resto do meu tempo livre passou em intervalinhos fragmentados de no máximo quinze minutos, tempo furtado olhando a tela do celular (enquanto tentava ignorar a culpa por não estar prestando atenção no nenê) e só agora, nos últimos meses, conseguimos fazer essa criaturinha ir dormir cedo e por tempo suficiente para os adultos jantarem, arrumarem a casa, tomarem banho em paz e ainda ficar fazendo nada por umas horinhas. Uma vida quase normal, depois de um ano absolutamente caótico. 

Eu sinto falta de ter tempo pros meus hobbies, pra ficar cultivando meus pensamentos sozinha, pra jogar jogos até a hora que eu cansar - mas olha só, eu sou mais feliz agora. Às vezes mais cansada, às vezes meio coringando, mas na média o resultado é muito mais feliz.
Me divirto acompanhando minha pessoinha - que eu que fiz!!!! - nas suas aventuras, seja tocar bateria num jogo de panelas, calçar as botinas do pai e tentar andar com elas, me ajudar a pôr a roupa no cesto (e depois tirar mais umas 5 peças), segurar ele no colo quando ele está adormecido e tão plácido, beijar os cabelinhos dele quando ele senta no meu colo, brincar que vou devolver ele pra mãe jacaré que fez o mini jacarezinho que vive me mordendo enquanto ele ri e eu tento me livrar dos dentes de forma diplomática, ver ele se esconder na caixa de papelão enorme que eu guardei em casa especialmente pra isso e morrer de rir quando eu o acho. Validando o grande clichê da maternidade, tudo passa muito rápido. Sei que vou encontrar meu tempo livre de novo. Por enquanto, estou tentando fazer o que posso.

Nesse ritmo, tentei fotografar a maternidade por um ano. Consegui por dezoito dias KKKKKKKKKKKKKKKKK. Seguem algumas das fotos que eu queria dividir com vocês:






Espero aparecer aqui de novo com mais frequência. Escrever (e ler sobre a vida dos amigos que escrevem por aqui) é uma coisa que me deixa contente e da qual eu não quero abrir mão. Beijos e até mais!

Wednesday, 5 February 2025

And then there were three

Agora com um bebê!!!

O nenê nasceu dia 13/12, para o meu alívio, que não aguentava mais estar grávida. Porém fica o aviso para as amigas: não façam filho em março ou abril; dezembro é um período péssimo pra parir, todos os médicos estão de férias e se precisar de um, não precise (eu fraturei o sacro dez dias depois do parto e estou deixando uma pequena fortuna pra minha nova amiga fisioterapeuta. 0/10 não recomendo).

Correndo o risco de esbarrar em muitos clichês bregas, ter um bebê é uma aventura muito doida, absolutamente irreversível e que faz o seu mundo se expandir muito. Em pouco mais de dois meses, meu conhecimento sobre bebês aumentou em mil por cento. Quando eu estava grávida, as vezes me sentia melancólica porque sabia que a vida que eu tinha sem filhos - da qual eu gostava muito, com meu trabalho, meu lazer e minha família daquele jeitinho - ia chegar ao fim e eu não sabia se ia gostar do que viria depois. Hoje eu sinto que gosto ainda mais da minha vida, mesmo que nesse momento ela seja um constante amamentar, por o bebê pra arrotar, pedir a ajuda de alguém pra por o bebê pra dormir e tentar fazer alguma mínima coisa além disso, como conseguir jantar sem interrupções. 
Tudo passa, me disseram as amigas com filhos. É difícil resgatar os pensamentos racionais que tive antes de experimentar os perrengues da maternidade e viver toda essa montanha russa diária de sentimentos. Talvez eu devesse ter registrado isso no meu diário.

Tenho sentido um pouco de falta dos meus hobbies, mas sei que uma hora vou conseguir retomá-los. Achei que ia sentir mais falta do meu trabalho, mas pelo menos por enquanto não estou sofrendo tanto. E estou abrindo mão de alguns minutos preciosos de sono, mas fica aqui um update da vida do lado de cá. Uma hora vou voltar a ler os blogs dos amigos e me inteirar de rotinas que não são as desse nenezinho!!

feliz ano novo!!!



Tuesday, 8 October 2024

Ainda aqui, ainda grávida

Alô,

Se o tempo estava passando rápido quando escrevi o último post, nem creio eu que já estamos beirando dia dez de outubro. Comecei vários posts mas não consegui escrever nada, acho que minha cabeça está um pouco perdida em vários lugares ao mesmo tempo (muito no trabalho, sobre o qual não irei escrever, e um pouco no bebê, sobre o qual não sei muito bem como escrever).

Tenho tentado equilibrar minhas incumbências profissionais (que exigem que eu fique lendo uma caralhada de coisas toda semana) com as incumbências da maternidade - que ainda nem são muitas, ja que o bebê segue muito bem, obrigado, protegidinho. Tenho que me lembrar de comprar lençóis, lavar roupinhas, decidir se me empolguei comprando roupinhas demais ou se ainda realmente me falta alguma coisa, me informar sobre os diferentes modelos de carrinho existentes, descobrir o que diabo preciso levar pro hospital (já que nem um PUTO cristão se dignou a me oferecer uma lista, e toda vez que procuro no Google descubro coisas diferentes), planejar um chá de fralda sozinha (porque sou pão dura e fresca demais pra contratar alguém pra fazer isso por mim), ponderar se realmente eu deveria comprar uma lixeira antiodor, uma almofada de amamentação, um sling, uma banheira, ou se tudo isso não passa de marmotagem do capitalismo. A internet está TRANSBORDANDO de conteúdo sobre maternidade para mães de primeira viagem, como eu, mas eu tenho pavor de tudo: na primeira oportunidade vão achar algum medo irremediável meu e tentar me vender um curso, provavelmente elaborado por uma leiga com autoestima demais que só tem em sua defesa uma experiência pessoal pouco maior que a minha, mas que não tem a menor ideia de como eu sou e como é meu bebê. Não, obrigada.

Tenho pouquíssimas fotos grávida e também preciso arrumar algum tempo pra tirá-las. Não ajuda o fato de que eu não me sinto muito confortável tirando fotos do meu corpo. A quem interessar possa, a data provável do parto é 16/12.

Eu entendo as pessoas que me dizem que eu deveria parar de trabalhar agora e focar um pouco na gravidez, mas a) estou 100% benzona de saúde e b) eu já vou ter de parar de trabalhar depois do parto, e sei que vou sentir falta do trabalho, então estou aproveitando o quanto posso. Mas confesso que está difícil organizar todas as ideias que eu preciso na cabeça e a sensação constante é que estou deixando algo pra trás. 

Até andei fazendo algumas coisas legais e criativas por aí, mas no momento escrever sobre elas é pedir um pouco demais da minha capacidade de pensamento. Pra não dizer que não mostrei nada, apreciem o novo layout heheheheheh.

Beijos e até a próxima!!

Thursday, 22 August 2024

Como assim é 22 de agosto??????

Como assim? Parece que foi ONTEM que eu cheguei falando que estava com saudade do BEDA e uma parte de mim queria meter o louco e produzir posts como se ainda fosse 2016, e já estamos na segunda metade do mês. Seria esse o primeiro mês de agosto a passar rápido na historia? (Ainda faltam 9 dias, não vamos criar falsas expectativas)

Não tenho conteúdo suficiente pra mais um post de almanaque, porque não li e não vi nada nesses últimos tempos. Meu parceirinho de filmes perdeu o ritmo pra isso e eu ando meio submersa em textos acadêmicos. Tenho a dizer que voltei a jogar FREECELL e andei gastando dinheiro com bugigangas diversas - uma brusinha do Tom Petty and the Heartbreakers, tupperwares, mais cremes Granado, colcha de cama, adesivos importados, macacõezinhos de bebê. Minha pele está descascando e CINZA, cortesia do clima atual (faz TODO sentido comprar mais um creme da Granado nesse contexto, meu calcanhar está numa situação de miséria). Acompanhei as olimpíadas como deu: vamo Brasil, pau no cu da França. Não sei nada do que está acontecendo nos EUA e nem quero saber. Morreu o inesquecível (ma oeeeee o Homem do Baú). Queria: o fim do Twitter; ganhei: o fechamento da empresa Twitter X Brasil. Fernando Taxad botou mais taxas em comprinhas internacionais e agora uma caneta tinteiro que custava 27 reais sai beirando os 80...................................................................this is why we can't have nice things.

Andei conhecendo muitos blogs legais ultimamente, com essa vibe descompromissada fugindo do formato "pRoDuZir CoNtEuDo"e fiquei feliz com isso. Ganhei um All Star amarelo de cano alto da minha mãe, o que me deixou tão feliz que eu ainda nem pus ele no pé por estar com dó. Queria ter tirado fotos dele, assim como de muitas outras coisas, mas não tirei fotos de nada - estou aborrecida com a minha falta de produtividade artística, o que foi que aconteceu com aquela pessoa toda empolgada fazendo aulas? E todas as minhas câmeras e tripés? Me dei conta que nesse ano acho que só fiz UMA atividade relacionada a aquarela. No ano passado eu estava fazendo aulas de desenho e pintura e foi maravilhoso, inclusive comprei um monte de material, e nesse ano nada aconteceu feijoada. Primeiro porque não retomei as aulas, ai descobri que estava grávida (em abril) e estou há todo esse tempo processando a notícia, hahahahah (no momento tem um bebê de 30cm dentro do meu CÉREBRO e eu já vi duas propagandas no YouTube até o fim só porque elas incluíam crianças. Fora isso, eu devo ser a grávida mais abençoada da década pois não tive enjoo, mal-estar, sono eterno, nem um parente insuportável falando merda até agora).

Queria falar mal do meu curso de Artes Visuais EAD. Gente, que treco ruim...................... estou fazendo pois me deram uma bolsa integral (até quando? honestamente eu não sei), mas estaria muito triste se eu tivesse que pagar mais de cem reais por mês por um negócio que a cada bimestre me oferece apostilas sem revisão e uma dúzia de questões objetivas que ocasionalmente são tão mal elaboradas que chegam a ser incompreensíveis, mas a avaliação consiste basicamente em adivinhar quais são as alternativas certas. 

gente.............. eu juro.............. por DEUS...............

No fim das contas eu devia estar usando o meu tempo livre pra estudar programação, e aí gerar minha própria plataforma de apostas e ficar rica logo.
Fico por aqui à guisa de update da minha vida 😅 até a próxima!

Wednesday, 10 July 2024

The times they are a-changing

Então, venho trazer a todos os frequentadores deste estabelecimento um comunicado de máxima importância, que é:

✨estou grávida ✨

Talvez essa notícia deixe algumas pessoas animadas, outras talvez chocadas. Talvez quem frequente o estabelecimento a menos tempo sinta vários nadas, risos. Tudo bem: esse é só um disclaimer de que a partir de agora esse blog também vai ocasionalmente tratar de bebês :)

Tuesday, 23 April 2024

Feliz aniversário pra mim

O Emi's notes completa anos neste dia 22 e eu no dia 24 (:
Apesar de eu apreciar o mês de abril (porque gosto de inventar presepadas pra comemorar meu aniversário), parece que nunca consigo fazer muita coisa feliz nele, porque em geral estou lidando com o atropelo resultante da minha procrastinação crônica do começo do ano. Mas nesse tive alguns momentos bem gostosos!!!

O tempo esfriou e choveu bastantinho;
Fui visitar minha vó;
Fiz uma live na twitch depois de alguns meses;
Joguei um pouquinho de Stardew Valley e um pouquinho de The Sims;
Li um livro que eu queria muito.

Embora eu não tenha mudado nada ou quase nada na prática do meu consumo da internet (RS), os posts que escrevi e os comentários que li a respeito me fizeram pensar que o segredo (pra mim, pelo menos) é deixar o celular de lado em alguns momentos. Ou em algumas horas, melhor dizendo. Minha média de uso do celular por dia beira seis horas, e toda vez que eu vejo esse número eu me pergunto "COMO eu gastei tanto tempo aqui?" É um fucking quarto do meu dia.
Pois é. Em apps. Muitas vezes rolando a tela a esmo pra evitar minhas tarefas da vida real.

Duas derrotas: sigo sem ter dado uma pincelada de aquarela, infelizmente passarei essa celebração de aniversário sem nenhuma presepada especial.

Em termos musicais (esse post tá quase um almanaque), descobri uma música dos Beatles que eu gostei muitíssimo, dei bastante atenção pra Olivia Rodrigues e Sabrina Carpinteira e a banda no topo das minhas mais ouvidas nos últimos 90 dias segue sendo King Crimson. Não me perguntem minha opinião sobre o cd dos poetas mortos da loira pernuda, pois eu ainda não tenho uma (mas o last.fm diz que ela é minha artista mais ouvida no ultimo mês. De onde veio isso??????????).
Também passei mais ou menos uma semana dando muita moral pra minha playlist de sertanejo sofrência.

Também coloquei pilha na minha câmera compacta e fiz umas fotos aleatórias (que em algum momento eu pretendo incluir nesse post, mas não quero perder o timing da publicação agora, hehehehe)


Beijo beijo e até mais!! <3

Thursday, 8 February 2024

Life updates

Minha diretriz pra esse estabelecimento é falar mais das coisas que eu faço, menos das que eu sinto. Mas esse também é, de certa forma, um diário, de modo que talvez não esteja muito fora de lugar desabafar.


Estamos na sexta semana do ano. Já são aproximadamente quarenta dias. Sinto que passei todo esse tempo meio sorumbática, com um nada de energia para queimar com atividades externas. Ando vivendo na minha própria cabeça e procrastinando desesperadamente quase tudo o que eu tenho pra fazer. A única coisa que produzi foram algumas ceninhas de uma história que eu escrevo (e que provavelmente nunca verá a luz do dia, tenho vergonha demais). E por mais que isso seja legal, eu preciso sair da minha cabeça e fazer coisas úteis do trabalho, mas estou empurrando tudo com a barriga.

Nesses dias, eu:
Comecei um diário;
Comecei um planner 2024;
Não tirei nenhuma unidade de foto (além dessa da caneca do Yoshi, que eu nem lembrava);
Escrevi esse rolê ai;
Maratonei a série Vale o Escrito do Globoplay (sobre jogo do bicho) e fiquei obcecada no universo da contravenção;
Voltei a trabalhar, mas me sentindo um peixe fora d'água;
Voltei a jogar Neopets (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK);
Comprei vários cosméticos da Brisa no Ar (são tantos que eu até devia fazer uma review);
Fiz coalhada seca em casa e ficou maravilhoso;
Marquei médico, fui no médico, fiz exames, aparentemente está tudo bem;
Estou obcecada ouvindo o disco Beat do King Crimson (um presente divino diante da minha ressaca do Discipline).

meus ouvidos do trimestre agora estão assim

Planos pro carnaval: como vocês não são do meu círculo social profissional, posso admitir que queria passar os 4 dias enchendo a cara, mas provavelmente ficarei em casa sozinha, tentando correr atrás do atraso das tarefas e vendo os quatro dias de desfile na globo (faz muito tempo que eu não faço isso, costumava fazer quando era criança).

Acho que fico angustiada de ver que tenho muitos recursos (tenho materiais artísticos! tenho tempo!) e ainda assim uma espécie de bloqueio mental irracional se instala. Quero o controle da minha vida de volta.

Beijo beijo e até mais :* <3

Wednesday, 29 November 2023

Emi's Notes Comenta: Taylor Swift no Brasil

ou: ser fã é um evento muito estressante
ou também: o carnaval das patricinhas
ou ainda: mulher feia, triste e fã de prog rock inventa de pegar três ônibus pra ver uma loira pernuda no rio de janeiro e dá tudo errado

Comentei meio de passagem por aqui, mas em junho desse ano consegui comprar um afamadíssimo ingresso pra um dos shows da turnê atual da Taylor Swift, a The Eras Tour, no Brasil. A mulher viria fazer três shows no RJ (17, 18 e 19/11) e três em SP (24, 25 e 26/11), trazendo sua presença pra essas terras depois de 12 anos. Eu tinha um ingresso devolvido da finada Lover Fest dela que foi cancelada pela pandemia, e embora estivesse meio assim de gastar os tubos num show num momento que eu não estava nadando em dinheiro, também nunca tinha tido a experiência de ir num show internacional e minhas amigas estavam empolgadíssimas, então decidi ir. Com quatro álbuns inéditos e duas regravações lançadas que ela não teve oportunidade de sair em turnê, a gata decidiu simplesmente fazer uma turnê chamada The Eras na qual ela reviveu músicas de TODOS os álbuns MENOS O DEBUT, num espetáculo audiovisual de três horas com looks bafônicos, coreografias massa e muitos efeitos no palco, além de tocar toda noite duas músicas surpresa pra plateia dentre todas as que não estavam na setlist fixa e que ainda não tinham sido tocadas (as surprise songs). Um prato cheíssimo pra qualquer fã.

Mas antes, contexto. Entre julho e novembro de 2023, eu:

  • Ouvi todas as músicas da setlist do show que eu não conhecia, e comecei a garrar um amor nos álbuns Folklore e Evermore;
  • Falei mal da ideia de comprar miçanga pra fazer pulseira, comprei miçanga, fiz pulseira e adorei (só não comprei mais pq há limites);
  • Gastei 700 reais em passagens de ônibus pro Ridijanero (pois infelizmente não senti nem o cheiro dos ingressos pra SP);
  • Pensei em looks elaboradíssimos pro show e depois desisti;
  • Entrei em um grupo de whatsapp pra quem ia no show do Rio e foi certamente uma experiência antropológica conviver com fãs tão de perto por tantos dias HORRÍVEL;
  • Surtei por motivos pessoais ao som das mais tristes do Folklore e do Evermore;
  • Surtei por motivos pessoais berrando All Too Well 10-minute-version no carro;
  • Cansei de surtar ao som de Taylor Swift e parei de ouvir ela, mas não sem antes descobrir que Cruel Summer é boa mesmo e ouvir por 40x seguidas;

Enquanto isso, no mundo:

Swiftie lore: a primeira vez que a Taylor veio pro Brasil (divulgando o Red, em 2012) ela foi na Ana Maria Braga e ganhou UM LOURO JOSÉ.
 

Uma semana antes de vir pro Brasil ela estava fazendo show na Argentina, mas ao invés de dar uma passeada no parque das Cataratas e fazer umas comprinhas no Paraguai antes de vir pro Brasil, ela catou o jatinho dela e vazou pros EUA pra pisar aqui 4 dias depois.
O primeiro show dela no Brasil teve:

  • Calor do caralho;
  • Ela parando o show pra distribuir água pra galera;
  • Uma fã falecendo no meio do show (guardem essa informação) (eu vou discorrer sobre isso depois).

Quando o show do dia 17 acabou eu estava na metade da minha jornada pro Rio, em algum lugar depois do meu checkpoint na rodoviária da Barra Funda em São Paulo, e recebi a notícia do falecimento da menina. Daí pra frente, meusa migo, foi só pra trás.

Cheguei no Rio de Janeiro dia 18, 6:15 da manhã, pra encontrar:

  • Banheiro público acessível mediante três reais que não tinha papel higiênico
  • A rodoviária infestada de swifties;
  • Suor as 7 da manhã;
  • Problemas externos que impossibilitaram um encontrinho chique das minhas amigas antes do almoço (duas das quais que iriam no show do dia 18, dali a algumas horas);
  • Uber beirando os 60 reais;
  • Notícias de que o show começaria uma hora mais cedo, provavelmente por causa do calor;
  • Um hotel infestado de swifties mineiras, muitas das quais menores de idade e que estavam acompanhadas das mães, se arrumando pra sair de excursão até o Engenhão, enquanto tocava o Folklore no hall e eu só queria fazer check-in e tomar um banho depois de ter já acumulado 5 camadas de suor na minha jornada de 31 horas fora de casa.

Depois de algumas horas fazendo força pra não capotar na cama pleníssima do meu hotel na Barra da Tijuca, encontrei minha amiga com quem iria no show no dia seguinte, e estávamos combinando de ir jantar quando chegou a notícia do cancelamento do show do dia 18, às 17:44, mais ou menos meia hora antes da hora prevista pro início. Eu fiquei estarrecida. Tentamos conversar com nossas amigas que estavam lá e depois de algumas horas, a resposta delas: teve arrastão dentro do estádio, tudo foi caótico e assustador, extremamente frustrante. Eu honestamente não saberia dizer como eu ficaria se fosse eu lá.
Enquanto isso, começou a ventar e chover no Rio de Janeiro e até raio caiu dentro do Engenhão.

No dia 19, acordei completamente abatida capenga e nervosa com o que quer que me fosse acontecer. Choveu forte de manhã e passei o dia na função ir pro show, mas ao mesmo tempo paranóica com qualquer notícia de cancelamento do show - embora a chuva, que já estava prevista uns 10 dias antes, realmente abaixou o calorão. Pagamos mais uma pequena fortuna em Uber, almoçamos num lugar simpatiquinho, quando bati a porta do carro que levaria a gente pro Engenhão só conseguia pensar "meu Deus nada mais pode dar errado agora" e "meu Deus do céu IMAGINA SE DER ERRADO?" Highlights do trajeto: vi pela janela o castelinho da Fiocruz, reminiscência do meu passado profissional de saúde pública (:

Ao chegarmos lá:

  • Um amigo meu dizia que o Rio de Janeiro se divide entre o Rio e o De Janeiro. O Engenhão fica no De Janeiro e é uma parte da cidade habitada por pessoas normais, é um bairro meio classe-média-baixa-trabalhadora que literalmente a Globo não mostra;
  • Fiquei impressionada com a magnitude das coisas: o tamanho do estádio por fora, a quantidade de gente, a quantidade de gente vestindo a mesma roupa (a saia de paetê prata da Renner), e adereços brilhosos diversos que me fez batizar o rolê de carnaval das patricinhas;
  • Passei calor pela primeira vez no dia, e assisti a mão invisível da economia fazer seu trabalho quando fui fazer xixi na casa de uma pessoa completamente aleatória que, como várias, cobrava 3 reais pelo uso do sanitário;
  • Teve treta por pessoas furando fila;
  • Começou a chover, me obrigando a por capa de chuva;
  • Posso confirmar que é verdade que em dado momento da fila do show ninguém te revista direito. Nem olharam meus documentos;
  • Não consegui acreditar que era verdade que eu realmente tinha entrado lá e que aquele show ia acontecer. Eu fiquei esperando dar errado até o último momento;
  • O show é realmente um espetáculo visual de 3 horas, mas eu achei que ia me emocionar mais;
  • Teve todo o rolê lá de ela cantar Bigger Than The Whole Sky;
  • Encontramos swifties legais e queridos, mas os pais de swifties novinhos foram em geral grossos e insuportáveis (exceto as mães mineiras que eu encontrei no hotel);
  • Considero um milagre eu, uma caipira do interior do Paraná ter ido embora 1 da manhã de Engenho de Dentro sem ter sido assaltada;
  • Nunca mais espero ir num show de pista. Cadeiras, por favor.

Na segunda-feira catei minhas coisas e comecei minha peregrinação pra casa enquanto Taylor Swift se arrumava pra fazer o show do dia 18 que tinha sido remarcado pro dia 20, onde enfim a gata pegou tempo bom e um calor menos diabólico, mas perdeu o salto da bota no primeiro ato do show e continuou se apresentando na ponta do pé tal e qual a Barbie. Não tenho a menor ideia de onde ela se enfiou ou o que fez enquanto ficou no Brasil, como foi pra SP, onde comeu, onde se entreteu - só sei que por lá teve outro show debaixo de chuva. O que me informaram é que anteontem (27) ela já zarpou imediatamente do país, sem anunciar nada novo e deixando o brasileiro com a terrível surprise song Me!, pra ficar dois meses morando com a geladeira Electrolux dela numa mansão no Kansas.

Agora, minha opinião pessoal:

Como eu não sou fã dessa mulher, posso falar: Achei podre a atitude dela diante da morte da fã. É claro que não foi culpa dela, mas o distanciamento da história me marcou como algo horrível. Ela postou um único story no dia 17, depois do show, dizendo que a menina havia morrido antes do começo do show, o que é falso, e disse que não ia se pronunciar sobre o assunto no palco. Os comentaristas da internet disseram que isso pode ter sido por proteção legal. Eu, enquanto pessoa que tem algum envolvimento emocional com essa mulher pra ter ido até lá, achei podre. No show do dia 26, veio a notícia de que a família da fã compareceu ao show e se encontrou com ela, com fotinhas e tudo. Cada um lida com o luto de uma forma? Sim, mas o que é o luto da Taylor Swift perto do luto da família da menina? Por Deus, sei lá.
O cancelamento do show do dia 18 eu achei o maior dos absurdos. Segundo a outra nota que ela postou - que também foi um único story de texto - o cancelamento ocorreu por causa das "temperaturas extremas" no Rio. Amada, sua equipe não sabe olhar o Climatempo? TODO MUNDO sabia que tinha uma onda de calor no Rio, que tinha chance de chuva no dia 19, etc. Tudo bem, imprevistos acontecem, ela não pode decidir as coisas sozinha, mas cancelamento de última hora devido ao calor - quando todo mundo sabia que ia estar calor, quando os fãs passaram o dia torrando debaixo do sol quente na fila, quando já era 17:30 e o sol enfim estava baixando, quando faltava uma hora pro show e o povo já estava montado, empolgado, vivendo o que enfim planejaram pra viajar lá dos confins do Brasil pra isso, foi de um amadorismo absurdo. Se não queriam conduzir o show por conta do falecimento da Ana, teria sido muito mais digno explicar isso, mas de novo, isso implicaria o reconhecimento de algo que poderia trazer problemas jurídicos. Se foi isso, podre.
No show depois do ocorrido (o meu), ela tocou Bigger Than The Whole Sky como surprise song. É uma música bem tristinha que vi uma vez a interpretação de que era sobre aborto e achei que casou muito bem, mas não tem - e nem teve na apresentação - nada explícito de que ali se tratava de uma homenagem pra alguém que morreu. Nada, absolutamente nada foi dito, e eu também achei podre mandar uma possível mensagem cifrada no melhor estilo "quem é fã sabe" diante de um momento tão confuso e delicado pra tanta gente que estava olhando pra ela naquele momento. Mulher, cê não vê The Crown???? (Se você não vê The Crown, estou me referindo a uma cena que o Charles fala pra Rainha BE THE MOTHER OF THE NATION. Mostra que você tá vendo o que tá acontecendo ô caralho, ao invés de se esconder atrás da noção de privacidade, quando o que aconteceu foi um evento notoriamente público.)

Eu esperava me debulhar em lágrimas a partir da terceira ou quarta música do show (é o que costuma acontecer em casa) e isso não aconteceu. Talvez isso tenha a ver com o nervoso que eu passei, talvez com o fato de que tudo é perfeitamente ensaiado: as caras e bocas, as interações dela com a platéia, as pausas e silêncios, a pose beijando o muque antes de The Man, a pausa pra conversar com a plateia (e se emocionar) antes de Champagne Problems. Tudo bem, esse é o trabalho dela e nem todo dia de trabalho você está transbordando emoção, mas................ li no twitter uma pérola de sensatez que dizia que o trunfo da Taylor é ela ser extremamente relatable, simples, emotiva, que sofre por desilusões amorosas e se sente inadequada como você e eu. Então, se eu saí daqui da puta que pariu pra viver uma ~experiência com essa mulher, eu esperava um pouquinho de emoção genuína. Bem feito pra mim, que fiquei esperando amizade de uma estrela pop. Mas é realmente um show muito bonito e com certeza os fãs amaram, então quem sou eu na fila do pão pra dizer alguma coisa.

O rolê da relatability também ficou feio no Brasil: enquanto os artistas vêm aqui e tomam banho em praia interditada, vão pedir benção na missa, em escola de samba, em cervejaria, vão fazer compras no mercadão, tomar uma na praia, ver jogo da seleção e o escambau, TS não nos deu nem a alegria de uma notinha na mídia pra dizer que comeu um pão de queijo e amou. Ah, mas nenhum desses artistas aí que fez isso é grande igual ela, vão dizer. Ah, mas é perigoso, não sei o quê. Michael Jackson veio pra esse país GRAVAR CLIPE no meio da favela. Nosso povo brasileiro é um povo muito sofrido e simpático, o verdadeiro vira-lata caramelo e a gente certamente iria sair do nosso caminho pra dar carinho pra essa mulher, levar uma água, um cafezinho, um protetor solar, uma aguinha de coco, mas ela não deu nem abertura, postou nem a foto do Cristo Redentor metamorfoseado na retrospectiva protocolar que ela postou. Minha sensação? Ela detesta esse país e só veio aqui ganhar dinheiro.

Por fim: eu achei que o rolê das pulseirinhas ia ser ridículo, eu amei o rolê das pulseirinhas. Troquei com amiguinhos que fiz na rodoviária na ida e na volta, queridos que estavam tão perdidos e sozinhos quanto eu, e com as amigas virtuais que pude enfim desvirtualizar neste rolê - e isso foi muito gostoso, não me sentir sozinha, encontrar pessoas que compartilham das mesmas emoções, que fizeram pulseirinha das minhas músicas favoritas e ficaram feliz em trocar comigo ou até mesmo distribuir as que tinham feito. Fica aqui o registro das pulseiras que voltaram comigo, com menções honrosas pra "obsessive and crazy" que eu arrebentei sem querer, a maravilhosa "verão do carai" e o duo "in a storm" e "fearless" (fui eu que profetizei a chuva pra combinar com minhas pulseiras, desculpem)

tag yourselves, eu sou a 'in a storm' (inclusive, feita por mim mesma. Essa era introcável)

Depois dessa tour, vou aposentar minhas chuteiras de fã e curtir Taylor Swift só no sigilo, já que ela não me valoriza de volta. Devia ter ido ver o Maneskin que cantou Exagerado (!!!) e Vent'anni só porque a galera do twitter pediu.


Sunday, 3 September 2023

Notas fotográficas

Hoje fui num role com alguns amigos antigos e - surpresa! - tirei fotos. Da família da minha amiga comemorando um aniversário, ocasião que talvez tivesse passado batida se não fosse eu sugerir um retrato de família. De outra amiga, grávida e começando um empreendimento profissional. Da minha primeira visita a casa da amiga grávida, fotos espontâneas da mãe da minha amiga brincando com os netos. Em geral, as pessoas não tem quem tirem fotos delas
Tirei fotos com o celular, porque era o que tinha à mão.
Aí fui deletar uns e-mails da minha caixa de entrada, e o Flickr estava me mostrando as fotos do Lars Wästfelt, um dos poucos fotógrafos que eu conheci nos últimos anos e me fez ter vontade de gritar de emoção. Gosto muitíssimo das fotos dele, que consistem em muito contraste, luz bonita e capturas espontâneas da família dele.


fonte

fonte


Tava pensando que eu talvez precise de uma câmera menor que não assuste os sujeitos (ou apenas resgatar minha câmera compacta véia de guerra), mas principalmente que eu preciso voltar a tirar fotos como quando eu fazia com 18 anos: eu andava com a câmera na bolsa e estava sempre pronta pra uns retratos em situações aleatórias.
Talvez isso fizesse de mim uma pessoa meio inconveniente? Mas só talvez. Sei lá. Eu sinto muita falta de tirar fotos.

Wednesday, 23 August 2023

Sumida

Eu dei uma sumida aqui desse blog. Dois familiares me mandaram mensagem esses tempos, falando que eu estava sumida - um deles meu próprio pai, alias. Não sei o que está rolando, só sei que desde junho-pós viagem estou com as energias baixas, tal qual meu celular (cuja bateria está no fim da vida). Talvez tenha algo a ver com o antidepressivo que parei de tomar (mas se for isso paciência, né? Supostamente o tratamento tinha prazo máximo. Eu que lute agora).

Achei que ia ficar o segundo semestre sem emprego, mas rolou emprego. Vai rolar também mais viagens, hehehe. Então não é como se estivessem acontecendo coisas ruins. Só tenho sentido que minha bateria tá com meia capacidade.

Falando em viagem, eu tô com uns três meses de "um ano sem compras" atrasados. O fato de ter viajado em junho obviamente me pôs em situ de gastar com um monte de bugiganga (os EUA são um país muito bom pra comprar bugiganga, especialmente se você ganha em dólar, fiquei chocada com a variedade e preços) e fiquei meio com vergonha de continuar, mas a cagada já tá feita, né? Well, well:


Em maio eu comprei, e podia:

Presente de dia das mães pra minha SOGRA

Mensalidade do Doméstika plus (muito bom, assisti seis cursos diferentes)

Comprei e não podia:

Cadernos da Macchiato (é que tava quase com 50% de desconto, sabe????)

Caderno desapego da Mari 


Em junho, eu comprei e podia:

Mais domestika plus (mas vi poucas aulas, aí cancelei)

Curso de aquarela da Renata Botelho

Comprei e não podia:

CADERNETA DA MUISIS (não me arrependo de nada)

Coisas da viagem (vamo fingir que isso não aconteceu)


Em julho, eu comprei e podia:

Fiz um estrago na semana do consumidor da Granado, mas dei tudo de presente pra minha mãe HEHEHEHEHEHE (o presente de dia das mães atrasado)

Curso de aquarela e mais um mês de clube da aquarela

Bastidor pra fazer um presentinho pra uma amiga (e eu realmente fiz)

Comprei e não podia:

Carimbo de unha na Shopee (que custou 10 reais duas unidades, então podia ter sido pior)

Esmaltes


Julho foi um mês que me segurei bem nas compras. Até agora, é nítido que comprar coisas realmente não me deixa mais feliz (apesar do kick de endorfina quando chega um pacote) e nem me faz mais produtiva, que eu sou uma vítima muito fácil de gastos com material de papelaria e que eu compro quando é fácil comprar (um dos motivos pra ter diminuído a compra de bobagem foi o debate sobre o imposto de importação, não quero correr o risco de passar nervoso com um pacote de 50 reais de adesivo da Shopee). Também cancelei meu Amazon Prime e quase não senti falta, esses dias comprei um presente pra uma amiga e os dez reais de frete foram menores que o valor da mensalidade, entao acho que criar mais obstáculos pra gastar é um bom caminho. Meu cartão de crédito estava zerado inclusive quando comecei esse mês rs

Por fim, queria ser uma pessoa que consegue produzir conteúdo de forma consistente pra internet... Risos.


Bjo bjo e até a próxima ❤️


Wednesday, 28 June 2023

Almanaque da Emi #9 e rolês aleatórios

Updates do último mês e pouco:

Lidos

Nada????? Mentira, reli o Mal-Estar na Civilização e comecei a tomar notas sobre O Mal Estar na Modernidade do Birman, mas só comecei mesmo.

Assistidos

Terra e Paixãoooooo hahahahahhaha - comecei a ver a novela das 9 de novo porque essa oferece representatividade caipira e confesso que tô gostando. Também vi 3 episódios do documentário do Arnold (por osmose, com o marido). E váaaarios cursos do Domestika Plus. E a temporada nova do CHOQUE DE CULTURA!!!!!

Links

Tutorial de encadernação com costura copta, pra eu não perder de novo: 1 2 3 4 5 - Tutoriais de encadernação variados: 1 2 3 4 5 - CHOQUE DE CULTURA

Ouvidos

MUITA Taylor Swift. E Deja Vu da Olívia Rodrigo no repeat. E rock progressivo pra sobreviver à academia

Jogos

Comprei Disco Elysium por vinte reais e é um jogo bem legal, como me prometeram no Twitter há algum tempo. Fiquei mexendo na minha pasta de mods do The Sims 3, joguei Love Nikki e Pokemongo casualmente (pois coloquei um timer no celular pra não passar HORAS nessa joça), e revivi meu joguinho dos números no avião

Hitou

Vivi no maior dos estados de alienação até saber: submarino implodindo - russos querendo mais guerra - show da Taylor Swift 

Rolês aleatórios que aconteceram em junho:

 

  • Nesse mês de junho fui ver minha melhor amiga nos EUA e foi top (saudade desde já) (o ~lugar de mentira~ do último post era um hotel em Las Vegas que imitava Veneza e até o céu era pintado, hehe)
  • Minha outra melhor amiga está grávida (!!!!!!!!!) (THIS IS NOT A DRILL)
  • Consegui comprar ingresso pro show da Teilo Swift (a última vez que anunciei isso pro público uma pandemia cancelou a turnê dela, da até medo) (mesmo assim ESTOU MUITO ANIMADA!!!)
  • Achei que ia ficar sem emprego pro segundo semestre mas vai rolar um empreguinho (still, não muito, mas é bom) (emoções fortíssimas: a perspectiva do desemprego)
  • Família do Marido fez uma festa da pamonha (exaustivo) (YES pamonha, NO oito horas seguidas com a família do meu marido)

bjo bjo e até mais!!


Monday, 1 May 2023

Graphic design is my passion

Já faz um tempo que eu paro e fico pensando em cursar design gráfico ou artes visuais. De um lado, a vontade de aprender os paranauê desse universo visual a fundo, de outro, a falta de dinheiro e/ou tempo de prestar um vestibular público e fazer uma faculdade pública de novo, comparecer às aulas, a dinâmica de amizades, trabalhos e fechamento de semestre. De um lado, tenho a eu adolescente que gostava apenas de duas coisas: escrever fanfics e jogar na internet, e era deslumbrada com aprender a fazer gifs, a desenhar, a criar layouts, editar imagens, colecionar fontes bonitas e fazer blends de artistas com efeito topaz. Do outro, a adulta que me tornei, porque nessa época de escolha de vestibular aí um mix de coisas me fez ir estudar humanas.
ERROS. GRANDES ERROS.
Eu sempre gostei de ler, e sempre li rápido, mas nunca tive interesse em Grandes Ideias e Filosofias da Humanidade - tudo tão abstrato, confuso, um monte de conceitos que eu não sei de onde vem ou se vão servir pra alguma coisa ou passar por alguma revisão ou crítica e terminar como uma nota de rodapé. Tudo o que eu tenho hoje, desenvolvi pra sobreviver na faculdade. Mas trocaria tudo num feirão de conhecimentos pra aprender, sei lá, tipografia.
Encadernação manual.
Técnicas de estamparia.
Aquarela.
Ponto cruz. Lettering. Anatomia do desenho. Pintura em diferentes materiais. Escultura em papel machê. Calibração de cor. Desenho em vetor. Modelagem 3D, uma habilidade que me foi introduzida pelo joguinho The Sims. Caligrafia. Bordado livre. Fotografia. Edição de vídeos. Customização de Blythe.
Eu gosto muito de fazer coisas com minhas mãos, e gosto muito de coisas bonitas. E aí tento dar uma ajeitadinha no leme da minha vida profissional tentando misturar as humanas com teóricos que foram atrás de estudar estética e arte, mas aí me deparo com gente citando Walter Benjamin e Baudrillard e eu só consigo me sentir o Homer com o macaco batendo prato dentro da cabeça, meu deus, o caralho do pós estruturalismoooooooOOOOOOOO!o1o1o\1O!O!O1

Queria literalmente largar tudo e vender minha arte. Mas qual arte? Não tenho. Vejam, eu disse que gosto muito de fazer coisas com as mãos, não que eu sou excepcionalmente boa em nenhuma delas. A única coisa que eu tenho pra colocar num portfolio online são uma meia dúzia de trabalhos que fiz pros outros, do tipo cartão de Natal da firma, na melhor vibe graphic design is my passion.
Por favor, tenham pena de mim e me indiquem materiais pra estudar arte e design sozinha. Retribuo com material de psicanálise ou fontes pirateadas do meu HD externo.

Saturday, 4 March 2023

Cinco é melhor do que nada

Fevereiro veio e foi, e foi um mês no qual fui EXTREMAMENTE INÚTIL ao meu país. Blame it on feriado aos dez dias: o mês já é curto, todo mundo pára na metade... Eu me dei isso como desculpa pra jogar joguinhos e procrastinar.
Embarquei no desafio do clube da aquarela desse ano e fiz... cinco pinturas, das 28 propostas. Cinco é melhor do que zero - mas eu ainda quero continuar com os temas ao longo dos meses.  Gostei mesmo dos limões, as outras eu achei qualquer coisa.

Também choveu muito, e eu tirei umas fotos que gostei: cinco. De novo, cinco é melhor do que zero - o marco costumeiro dos últimos meses (anos)




Vacas pastando, meu role de carnaval. Ia ser um café da tarde rural com amigos, mas briguei com Marido, não conseguimos chegar no evento e quebramos o carro, que nesse momento espera, numa oficina, o desembolso de alguns milhares de reais. PELO MENOS EU VI VACAS PASTANDO NUM MORRO, fizemos as pazes e ninguém se machucou.

Também montei um escritoriozinho nesse mês, de forma meio não intencional. Vem ai o sonho do ateliê próprio, será??? Outras coisas legais: vendi meu iPhone (amém), mandei a impressora pro conserto e fiquei obcecada com pixel art. E meu orientador do mestrado que respondeu a correção do meu artigo depois de UM ANO. Risos, virou meu novo parâmetro pra atraso com compromissos.

Tô realmente ansiosa pra buscar a impressora no conserto e enfim imprimir um monte de papel de scrapbook bonito pra fazer arte nos caderninhos. ❤️

Tuesday, 21 February 2023

Blogueirices do baú

Descobri essa semana o projeto Blogueiros Raiz, tocado pela menina Vanessa. Quem veio aqui me avisar dessa iniciativa linda foi a Tam, que também tem um bloguinho lindo, e que eu ainda não conhecia. Por meio do blog dela, cheguei até o blog da Lana, outra surpresa feliz nessa internet de meu deus.
Ali, encontrei uma passagem pra um túnel saudoso: blinks, gifs, fanlistings, dolls, resultados de testes. Quase me senti teletransportada pros anos 2000, época em que meu acesso à internet era limitado, e me proporcionava doses homeopáticas de bobagens e belezas, um monte de coisa que até hoje tenho salva no HD.
Fiquei com saudade e pensei em montar umas Dolls, mas aí descobri que o eLouai morreu. :')
Fiquei com vontade de mudar o layout desse blog pra uma coisa mais gráfica, sentimental, um layout trabalhado na pixel art e referências aos anos 2000 (uma coisa que eu sempre quis e nunca tive era um blog com aqueles layouts coloridos maravilhosos, com png de artista no cabeçalho, gifs e banners em todo canto), mas eu não tenho mais paciência e nem tempo pra tentar desbravar 800 mil tutoriais de HTML e Photoshop.
Fiquei com vontade de fazer igual a Lana e manter uma página dedicada a gifs, uma pra fanlistings, uma pra resultados de testes: é uma bobagem pessoal, mas o propósito desse blog é também uma bobagem pessoal. Uma caixinha de recortes pra eu guardar as coisas que eu acho divertidas e bonitas. Nem tudo precisa ser um grande projeto pessoal pra salvar o mundo, né?
Fiquei com vontade de reupar todos os gifzinhos das minhas pastas de imagens antigas pras pessoas verem. Isso sim seria um projeto pessoal com Utilidade, pra Agradar os Leitores. E fiquei com vontade de aprender pixel art, o que além de Agradar os Outros, me traria Reconhecimento Pessoal.
Mas não sei se vou fazer nada disso. Por enquanto, vou só registrar a nostalgia desses tempos em 16 bits.

ai, Gabi, só quem viveu sabe

Monday, 24 October 2022

so long, and thanks for the fish

Há alguns meses escrevi esse post e hoje venho pra contar que pedi demissão do meu emprego público. Ao contrário do que eu pensava (que ia sair de lá igual a Nicole Kidman depois de assinar o divórcio), passei duas semanas extremamente mexida e emocionada - meu último dia de trabalho foi sexta e eu continuo me perguntando se tomei a decisão certa na minha vida. Não teve UMA puta pessoa que me disse que não, entre colegas e clientes, família e amigos, então estou tentando acreditar que a voz do povo é a voz de Deus.
Agora eu recebo dois mil e duzentos reais a menos e sigo um pouco angustiada - com a falta do dinheiro, com a falta da rotina e das atividades profissionais que eu achava que me realizavam. Mas estou mais leve, sim, e olha que ainda não se passou nem uma semana. Não sei o que vou fazer nesse tempo livre - há pessoas que dizem que trabalhar pra mim é opcional agora, o que é uma afirmação completamente... absurda? Perigosa? Sedutora? Há muitas perspectivas e eu não sei qual é a melhor - minha psicóloga que lute junto comigo pensando nisso.
Agora me ocupo lendo coisas pro meu outro trabalho (temporário, mas até quando) e planejando alguns projetinhos de DIY. Também tenho uma viagem marcada em novembro, acredito que vou mudar de casa pra uma maior e espero começar academia em dezembro, mais ou menos a mesma data em que preciso finalizar um capítulo de livro (!!!!!!!!) que me meti a escrever (e aceitaram). Toda essa perspectiva pro futuro é muito mais leve e feliz e eu tenho certa dificuldade de acreditar que isso pode ser a realidade. Enfim.

Me meti a fazer um projeto 100 dias de fotografia. Às vezes atraso pra postar, as fotos são meio bosta, mas acho que é assim mesmo.


 Uma amiga também sugeriu que eu gravasse vlogs da minha nova vida de demitida e eu ri, mas gostei. Sempre quis gravar vídeos, mas acho que os meus são muito ruins. Alguém tem dicas? Eu sou citronemi no tiktik.

Acho que é isso, gente. ♡ bj bj e até

Friday, 10 June 2022

Linha editorial: não temos

Updates: Natália levou a sério a recuperação blogueira e criou um cantinho do reforço. Caso você queira entrar nessa turma, grite aqui.

E aí, nessa trigésima quinta onda de revival blogueiro em que embarco, fiquei pensando em quais os motivos para eu ter tanta dificuldade de por em prática uma coisa que não apenas eu quero fazer, mas já fiz por anos com muita tranquilidade. Me dei conta de que, nos últimos tempos, eu praticamente escrevia só sobre as coisas que sentia, as coisas que aconteciam dentro da minha cabeça. Embora fazer isso me seja muito confortável, não acho que tenha mais espaço nessa internet que a qualquer instante está armada até os dentes pra cancelar as pessoas e printar alguma bobagem que você falou com a sua foto ao fundo. Em última instância, acho que foi essa consciência desagradável da autoexposição excessiva que fez com que eu tivesse que criar um blog novo.

A outra opção é falar sobre as coisas que eu faço. Mas acho que isso era muito mais fácil e mais comum quando eu era adolescente. Quando tinha mais tempo pra encontrar meus amigos à noite e fazer alguma coisa que pra nós era inacreditavelmente engraçada, ir em excursões com a escola, campeonatos esportivos, encontrar a paquerinha na sorveteria. Na condição de adulta, 90% das minhas atividades não são dignas de nota: eu trabalho (e não vou falar aqui sobre meu trabalho, porque não sou maluca de falar mal do lugar de onde tiro meu ganha-pão em 2022 na internet), leio coisas pro trabalho, e visito meus familiares no final de semana (que também não quero expor aqui pra sabe-se-lá quem está acessando a world wide web). Como todos os outros adultos que se prezem, acumulo livros na estante, projetos mal começados e… preguiça.

Às vezes minha vida faz alguns desvios mais interessantes da rota casa-trabalho-casa-final de semana com os parentes. Às vezes planejo viagens. Atualmente me interesso por fotografia, aquarela, journaling e caligrafia. De vez em quando também me interesso por moda, bordado, encadernação e, sei lá, produção audiovisual. Me casei recentemente e talvez construa uma casa, o que pode interessar a alguém aqui. Opino de maneira extremamente casual nos livros e filmes que li. 
Embora eu não viva uma vida deveras interessante (e por que você está escrevendo esse blog, minha filha? Pois é), também não quero gastar minha energia publicando uma versão fantasiosa dela. Acho que esse conceito de "criar conteúdo" é uma bobagem. Este website não tem nenhum valor comercial e eu só estou aqui pra me desestressar um pouco e fazer amigos na internet em um espaço social que não seja tóxico e tomado por anúncios. 

Dito isso, o que é que vocês estão fazendo das suas vidas além do ciclo interminável casa trabalho casa trabalho casa? Alguém quer saber de qualquer uma das coisas que andei fazendo? Vamos conversar sobre a vida sem alimentar nenhum algoritmo. ♡

Thursday, 12 May 2022

Fantasias demissionais

Atualmente tenho três (!) empregos: um com estabilidade, o sonho da minha família, e dois freelas, por assim dizer. O emprego com estabilidade é o responsável pela maior parte da minha renda - ou pelo menos é o que eu penso, porque como o salário dos freelas flutua muito eu desisti de fazer uma contabilidade adequada e vou sempre nivelando pelo pior cenário possível. #adulting.
Isso não seria nenhum problema se eu gostasse de trabalhar. Risos.
Eu gosto de trabalhar. O suficiente, pelo menos. O que eu não gosto é o fato do emprego com estabilidade me pagar muito mal... e de ter me dado de presente um episódio de sindrome de Burnout no qual eu passava horas pensando em me machucar feio pra passar tempo no hospital ao invés de no trabalho... e de ele consumir muitas horas comerciais... e também toda a minha criatividade e vontade de viver. Não tenho nada contra os freelas, só o fato de eles não se repetirem o suficiente para eu pagar minhas contas sem querer morrer por horas a fio.
E aí aconteceram umas coisas na minha vida (descobri que eu sou herdeira do trono de Genóvia, ou quase isso) e estou considerando largar o emprego com estabilidade. Estou me permitindo fantasias demissionais.

Como sonhar é de graça, nessas fantasias eu mudo completamente de área de atuação e vou trabalhar com arte, uma coisa que eu descobri recentemente que gosto, e mais recentemente ainda que é um campo real de trabalho (e não apenas coisas pra madames desocupadas em novelas do Manoel Carlos). Abriria meu próprio estúdio, que seria uma misturinha de tudo: experimentação com aquarela, caligrafia, projetos de costura e bordado, ateliê de encadernação, quem sabe me arriscaria na marcenaria. Faria streams dos meus projetos. Ou viraria fotógrafa, uma profissão sugerida por muitos dos meus amigos, que eu nunca considerei seriamente mas talvez sempre tenha desejado. Fotografaria tudo de bonito o tempo todo e comporia uma vida mais interessante contando histórias com imagens, coisa que eu fazia aos montes e deixei nitidamente de fazer quando consegui um emprego de verdade. A criatividade faria parte do meu trabalho, e eu passaria horas estudando cores, formatos e criando composições que não precisariam prestar conta a nenhuma ética ou normativa além da harmonia visual. 

Não sei se tenho coragem de começar uma profissão do zero, ou mesmo de pedir demissão, mas na minha cabeça o trabalho com arte está a todo vapor.

passarinho feliz no Parque das Aves de Foz (2018)


Friday, 22 April 2022

Hello, world

Estou fazendo trinta anos. E estou fazendo um blog.
Minha idade denuncia que cresci em uma internet bem diferente, e embora eu goste das redes sociais, sinto que nunca seremos amigas queridas: feeds de rolagem infinita, algoritmo baseado em preferências e comunicação centrada em selfies me causam mais ansiedade do que bem estar. E eu já estou velha pra ficar me colocando em situações de ansiedade. Além do quê, eu sempre gostei de escrever. Principalmente sobre mim.
Este é um diário sobre diários. Um registro sobre minhas tentativas de registrar tudo. Eu sou a Emi e este é meu blog pessoal em pleno 2022.