Showing posts with label blog pessoal demais. Show all posts
Showing posts with label blog pessoal demais. Show all posts

Tuesday, 9 June 2026

Um ano e meio com um nenê

A primeira conclusão que eu preciso apresentar é que agora eu tenho MUITO menos tempo pra sentar, ler em paz, comentar nos blogs dos amigos e organizar minhas ideias de forma coerente o bastante pra escrever um post (o que não quer dizer que eu não tenha sentido falta disso. Na verdade, senti MUITA falta).

Depois dos primeiros três meses, em que passei 80% do tempo sentada com um bebê mamando ou adormecido em um dos braços e olhando pra alguma tela enquanto podia (juro, vi filmes, li Uma Vida Pequena e mais algumas coisas), o resto do meu tempo livre passou em intervalinhos fragmentados de no máximo quinze minutos, tempo furtado olhando a tela do celular (enquanto tentava ignorar a culpa por não estar prestando atenção no nenê) e só agora, nos últimos meses, conseguimos fazer essa criaturinha ir dormir cedo e por tempo suficiente para os adultos jantarem, arrumarem a casa, tomarem banho em paz e ainda ficar fazendo nada por umas horinhas. Uma vida quase normal, depois de um ano absolutamente caótico. 

Eu sinto falta de ter tempo pros meus hobbies, pra ficar cultivando meus pensamentos sozinha, pra jogar jogos até a hora que eu cansar - mas olha só, eu sou mais feliz agora. Às vezes mais cansada, às vezes meio coringando, mas na média o resultado é muito mais feliz.
Me divirto acompanhando minha pessoinha - que eu que fiz!!!! - nas suas aventuras, seja tocar bateria num jogo de panelas, calçar as botinas do pai e tentar andar com elas, me ajudar a pôr a roupa no cesto (e depois tirar mais umas 5 peças), segurar ele no colo quando ele está adormecido e tão plácido, beijar os cabelinhos dele quando ele senta no meu colo, brincar que vou devolver ele pra mãe jacaré que fez o mini jacarezinho que vive me mordendo enquanto ele ri e eu tento me livrar dos dentes de forma diplomática, ver ele se esconder na caixa de papelão enorme que eu guardei em casa especialmente pra isso e morrer de rir quando eu o acho. Validando o grande clichê da maternidade, tudo passa muito rápido. Sei que vou encontrar meu tempo livre de novo. Por enquanto, estou tentando fazer o que posso.

Nesse ritmo, tentei fotografar a maternidade por um ano. Consegui por dezoito dias KKKKKKKKKKKKKKKKK. Seguem algumas das fotos que eu queria dividir com vocês:






Espero aparecer aqui de novo com mais frequência. Escrever (e ler sobre a vida dos amigos que escrevem por aqui) é uma coisa que me deixa contente e da qual eu não quero abrir mão. Beijos e até mais!

Wednesday, 5 February 2025

And then there were three

Agora com um bebê!!!

O nenê nasceu dia 13/12, para o meu alívio, que não aguentava mais estar grávida. Porém fica o aviso para as amigas: não façam filho em março ou abril; dezembro é um período péssimo pra parir, todos os médicos estão de férias e se precisar de um, não precise (eu fraturei o sacro dez dias depois do parto e estou deixando uma pequena fortuna pra minha nova amiga fisioterapeuta. 0/10 não recomendo).

Correndo o risco de esbarrar em muitos clichês bregas, ter um bebê é uma aventura muito doida, absolutamente irreversível e que faz o seu mundo se expandir muito. Em pouco mais de dois meses, meu conhecimento sobre bebês aumentou em mil por cento. Quando eu estava grávida, as vezes me sentia melancólica porque sabia que a vida que eu tinha sem filhos - da qual eu gostava muito, com meu trabalho, meu lazer e minha família daquele jeitinho - ia chegar ao fim e eu não sabia se ia gostar do que viria depois. Hoje eu sinto que gosto ainda mais da minha vida, mesmo que nesse momento ela seja um constante amamentar, por o bebê pra arrotar, pedir a ajuda de alguém pra por o bebê pra dormir e tentar fazer alguma mínima coisa além disso, como conseguir jantar sem interrupções. 
Tudo passa, me disseram as amigas com filhos. É difícil resgatar os pensamentos racionais que tive antes de experimentar os perrengues da maternidade e viver toda essa montanha russa diária de sentimentos. Talvez eu devesse ter registrado isso no meu diário.

Tenho sentido um pouco de falta dos meus hobbies, mas sei que uma hora vou conseguir retomá-los. Achei que ia sentir mais falta do meu trabalho, mas pelo menos por enquanto não estou sofrendo tanto. E estou abrindo mão de alguns minutos preciosos de sono, mas fica aqui um update da vida do lado de cá. Uma hora vou voltar a ler os blogs dos amigos e me inteirar de rotinas que não são as desse nenezinho!!

feliz ano novo!!!



Monday, 1 May 2023

Graphic design is my passion

Já faz um tempo que eu paro e fico pensando em cursar design gráfico ou artes visuais. De um lado, a vontade de aprender os paranauê desse universo visual a fundo, de outro, a falta de dinheiro e/ou tempo de prestar um vestibular público e fazer uma faculdade pública de novo, comparecer às aulas, a dinâmica de amizades, trabalhos e fechamento de semestre. De um lado, tenho a eu adolescente que gostava apenas de duas coisas: escrever fanfics e jogar na internet, e era deslumbrada com aprender a fazer gifs, a desenhar, a criar layouts, editar imagens, colecionar fontes bonitas e fazer blends de artistas com efeito topaz. Do outro, a adulta que me tornei, porque nessa época de escolha de vestibular aí um mix de coisas me fez ir estudar humanas.
ERROS. GRANDES ERROS.
Eu sempre gostei de ler, e sempre li rápido, mas nunca tive interesse em Grandes Ideias e Filosofias da Humanidade - tudo tão abstrato, confuso, um monte de conceitos que eu não sei de onde vem ou se vão servir pra alguma coisa ou passar por alguma revisão ou crítica e terminar como uma nota de rodapé. Tudo o que eu tenho hoje, desenvolvi pra sobreviver na faculdade. Mas trocaria tudo num feirão de conhecimentos pra aprender, sei lá, tipografia.
Encadernação manual.
Técnicas de estamparia.
Aquarela.
Ponto cruz. Lettering. Anatomia do desenho. Pintura em diferentes materiais. Escultura em papel machê. Calibração de cor. Desenho em vetor. Modelagem 3D, uma habilidade que me foi introduzida pelo joguinho The Sims. Caligrafia. Bordado livre. Fotografia. Edição de vídeos. Customização de Blythe.
Eu gosto muito de fazer coisas com minhas mãos, e gosto muito de coisas bonitas. E aí tento dar uma ajeitadinha no leme da minha vida profissional tentando misturar as humanas com teóricos que foram atrás de estudar estética e arte, mas aí me deparo com gente citando Walter Benjamin e Baudrillard e eu só consigo me sentir o Homer com o macaco batendo prato dentro da cabeça, meu deus, o caralho do pós estruturalismoooooooOOOOOOOO!o1o1o\1O!O!O1

Queria literalmente largar tudo e vender minha arte. Mas qual arte? Não tenho. Vejam, eu disse que gosto muito de fazer coisas com as mãos, não que eu sou excepcionalmente boa em nenhuma delas. A única coisa que eu tenho pra colocar num portfolio online são uma meia dúzia de trabalhos que fiz pros outros, do tipo cartão de Natal da firma, na melhor vibe graphic design is my passion.
Por favor, tenham pena de mim e me indiquem materiais pra estudar arte e design sozinha. Retribuo com material de psicanálise ou fontes pirateadas do meu HD externo.

Thursday, 13 April 2023

Às vezes eu só queria parar tudo, pegar um caixotinho e gritar pra todo mundo da internet PARAR de ficar perdendo tempo com a cabeça enfiada em algoritmo de rede social se alimentando e reproduzindo notícia sem pé nem cabeça que parece a coisa mais importante do mundo mas no fim do dia não faz diferença nenhuma


(Uma hora eu vou escrever um post sobre viver fora das redes sociais, mas essa hora ainda não chegou, o final de bimestre está aí, bear with me)